FECHAR O ANO NO LUCRO É TUDO QUE UMA EMPRESA DESEJA!
O sucesso de toda organização depende invariavelmente da sua capacidade de gerar lucro. A análise de demonstrativos financeiros, como a DRE, evidencia a relevância de indicadores como lucro bruto e lucro líquido, sendo este último a representação do que de fato sobrou após todas as deduções de custos e despesas. Esse lucro líquido poderá ser reinvestido na empresa, bem como remunerar os sócios. Mas o objetivo deste texto não é tratar ou aprofundar na análise deste importante demonstrativo. O foco aqui é entender de que forma uma organização lucrativa em um determinado momento ou intervalo de tempo, não será necessariamente sustentável e com potencial de crescimento.
Pensemos sobre duas situações ou decisões corriqueiras que toda empresa convive:
1. decidir sobre a manutenção em uma máquina: é sabido que o investimento na manutenção de uma máquina é necessário, uma vez que a mesma apresenta problemas e seu mau funcionamento tem acarretado em perda de qualidade na produção. Porém, abdicar desse investimento poderá aumentar o lucro líquido no final do exercício em questão, afinal, o mesmo entraria em um demonstrativo de resultado como despesa, gerando redução no resultado líquido.
2. a oportunidade da contratação de um excelente colaborador é uma decisão relevante para a organização. Os ganhos que o mesmo poderá trazer são inúmeros, porém, não imediatos. Entretanto, abdicar de sua contratação no momento poderá manter as despesas no mesmo patamar, o que não trará redução no lucro líquido apurado ao fim do exercício.
O que quero tratar com isso, mais uma vez, é a nossa capacidade de analisar as questões econômicas e administrativas com mais profundidade e não nos tornarmos reféns de análises rasas e frias de números. Nos dois casos, a decisão mais fácil foi abrir mão dos investimentos e fechar o ano com um lucro líquido satisfatório. É comum as empresas optarem por riscos menores e o imediatismo e busca frenética por apresentar resultados contribuem para decisões superficiais e que não ajudam a empresa em seu crescimento sustentável. O lucro é obtido agora, mas abre-se mão de lucros maiores no futuro.
É indispensável a análise mais criteriosa, principalmente quando tratamos de investimentos, pois se estes trarão resultados (fluxos de caixa) maiores que seus custos de aquisição, encerram-se as dúvidas em relação a possíveis reduções no lucro líquido imediato. A proposta por resultados satisfatórios e duradouros deve ser levada em consideração e se sobrepor ao imediatismo.
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