domingo, 21 de setembro de 2014
LIDERANÇA
LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES
A Gestão de Pessoas é uma subárea da Administração, assim como as demais (Marketing, Finanças, Produção, Pesquisa e Desenvolvimento, Logística), mas, pelo fato da área de Gestão de Pessoas lidar com o mais importante recurso das organizações, esse departamento é altamente valorizado nas empresas e isso de fato é necessário, afinal, mesmo com todos os dilemas enfrentados nas organizações, em decorrência de comportamentos individuais de cada colaborador, sem esses, os demais recursos não seriam transformados em riqueza. Esse texto tem por objetivo analisar a importância daquele ( o líder) que irá comandar os colaboradores, influenciando-os em seus comportamentos, para que atuem do modo desejado, favorecendo o alcance de objetivos traçados.
A liderança é estudada há bastante tempo, e os estudos chegam à conclusão que liderar é algo extremamente delicado, pois caberá ao líder a função de gerir pessoas com diferentes perfis psicodemográficos (cor, etnia, cultura, valores, costumes, sexo, idade) e com diferentes formações, ou seja, cada pessoa vem de uma família, tendo seus próprios costumes. Tudo isso será reunido em um ambiente de trabalho e todas as relações serão estabelecidas ou muitas vezes, infelizmente, não serão estabelecidas. No estudo sobre perfis de cada colaborador faz-se necessário apresentar a definição de importantes termos, que são: a percepção seletiva e filtro perceptivo. O primeiro diz respeito à capacidade que o ser humano tem de absorver positivamente somente aquilo que lhe satisfaz, ou seja, aquilo que está de acordo com seus valores e convicções. O segundo tem relação com a capacidade que o ser humano tem de deletar aquilo que não está de acordo com suas convicções. Isso poderá causar diversos problemas entre os funcionários, uma vez que, uma opinião prestada que não esteja de acordo com aquilo que você tem como correto, causará um grande mal-estar.
A força de trabalho se torna cada vez mais diversificada e cada vez mais são vistas relações de pessoas mais velhas e pessoas mais jovens nos ambientes organizacionais, assim como a convivência de colaboradores que seguem religiões diferentes, ou que tenham opções sexuais distintas. Caberá então ao líder administrar todas essas relações, de modo que haja cooperação por parte de todos, visando assim um objetivo comum.
Voltando ao estudo sobre liderança é relevante citar os tipos de liderança, à saber: líder autocrático, líder consultivo e líder participativo. Os tipos de liderança refletem claramente a evolução da área de recursos humanos. O primeiro tipo se baseia em um estilo centralizador, no qual as decisões estão voltadas para uma única parte ou pessoa da organização, ou seja, com participação reduzida por parte dos colaboradores. Isso leva à comparação com o tratamento dado aos colaboradores há tempos atrás. A vantagem desse tipo de liderança está no processo rápido de tomada de decisão. O segundo e terceiro tipos se comparam à evolução em relação ao tratamento prestado aos colaboradores, tendo-se agora uma maior valorização e possibilidade de participação nas tomadas de decisões. A liderança consultiva faz uso da participação de alguns membros da empresa na tomada de decisão, enquanto que a liderança participativa oferece a liberdade de decisão a todos os colaboradores, favorecendo a motivação.
A tendência da administração é a de se valorizar o tipo de liderança participativa, apesar de que as situações que se apresentam em cada organização revelam não haver um tipo de liderança correto para todas ocasiões. Mas, há uma grande necessidade de maior proximidade com o colaborador, com o intuito de estabelecer com ele uma relação de parceria e nesse caso, a liderança participativa larga na frente.
Texto escrito por Rodrigo Gusmão de Lima, blogueiro do tendenciasdaadministracao.blogspot.com
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