PROJETOS: REALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO ATUAL E TENDÊNCIA PARA O FUTURO
Texto publicado em 12-01-2015, por Rodrigo Gusmão de Lima, blogueiro do tendenciasdaadministração.blogspot.com
As organizações têm trabalhado a partir de projetos para a alcançar alguns de seus objetivos. O assunto é novo dentro da administração, porém tem ganhado notoriedade em virtude dos benefícios de sua utilização.
As empresas têm como principal função a transformação de recursos em bens e serviços para o mercado, sendo que isso é realizado a partir de processos e atividades que ocorrem no dia-a-dia. A perspetiva de projetos trás uma visão diferente e foge das atividades rotineiras que permeiam toda a organização, ou seja, a partir de projetos tem-se o objetivo de propor algo novo para a empresa e seu mercado consumidor, seja isso um produto, serviço ou ideia.
É necessário que as organizações trabalhem com projetos devido à presença de objetivos que envolvem recursos escassos e desafios arriscados. Dessa forma, relacionar esse alvo com as atividades corriqueiras da empresa não é a melhor alternativa.
Os projetos são marcados por algumas características, como: têm um prazo (cronograma) pré-determinado que precisa ser rigidamente seguido; possui estimativas de custos, visando um controle adequado; busca qualidade em processos e naquilo que será entregue aos interessados; são temporários, ou seja, com início, meio e fim estabelecidos; focam em resultados e desempenhos, portanto são altamente objetivos.
Normalmente, projetos partem de sonhos, porém, um projeto não será colocado em prática quando da ideia de um sonho inviável. Projetos são resultados de sonhos viáveis e que apresentam condições técnicas, econômicas, estratégicas e gerenciais de serem realizados. Os interessados em um projeto somente investirão nele se este apresentar condições de sobreviver e trazer resultados satisfatórios.
Há nas organizações projetos dos mais variados tipos, como: projetos de engenharia (infraestrutura); projetos para o lançamento de novos produtos e serviços; projetos para o aperfeiçoamento de produtos e serviços; para a implantação de novo sistemas de trabalho; novos processos; novos sistemas informatizados; novas unidades operacionais, como lojas, escritórios ou fábricas; projetos estratégicos e especiais, como fusão, cisão e mudança societária.
Os projetos, bem como sua implementação têm ampla relação com as decisões estratégicas da organização. Dessa forma, a decisão por algum dos projetos mencionados anteriormente conta com a participação da alta gestão, sendo a ideia diluída para os demais níveis da empresa. Nesse sentido, vale ressaltar que os projetos podem causar discordâncias e conflitos nas organizações, sendo isso relacionado aos departamentos envolvidos no objetivo. Isso ocorre em função da própria estrutura organizacional da empresa. Um colaborador alocado para o desenvolvimento de um projeto poderá ter dúvidas quanto a quem obedecer ou dar prioridade no atendimento: se ao seu gerente funcional, ou ao gerente de projetos. Fundamental é mencionar que as organizações precisam distinguir claramente a relevância tanto dos projetos quanto das suas atividades rotineiras. Apesar da valorização dos projetos, os processos da empresa precisam ser mantidos, porém, a partir de uma mentalidade mais "moderna", de modo que esta não se feche e viva sem adotar mecanismos de mudança. É necessário estar aberto a assumir riscos calculados, pois atividades com essa característica tendem a trazer maiores retornos.
Dessa forma é notável que projetos têm grande possibilidade de ganharem cada vez mais espaço na administração, pois sua utilização favorece uma melhor visualização dos objetivos e assim, contribui para uma melhor alocação de recursos. Além disso, essa mentalidade facilita outra tendência da administração moderna, a descentralização, que por sua vez garante maior participação e valorização das pessoas dentro das organizações.
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