sexta-feira, 3 de junho de 2016
DELEGAÇÃO: TODOS SABEM O QUE ISSO SIGNIFICA?
A ARTE DA DELEGAÇÃO
A arte de delegar não é algo fácil como pode parecer. Erroneamente, muitos acreditam que delegar é transferir a outrem uma determinada tarefa, findando ali sua responsabilidade. A delegação vai muito além de simplesmente transferir uma tarefa. Ao delegar temos que antes de tudo criar condições para aquele que está incumbido de uma nova tarefa possa desempenhar bem aquilo que esperamos, estando perto quando as dificuldades aparecerem, monitorando o trabalho e sobretudo elogiando quando da efetividade do que foi posto.
O grande pecado da delegação é querer se desafogar ao máximo do trabalho, ou seja, você delega porque não suporta mais a carga de trabalho que lhe está imposta e ao passar a tarefa para outro colega você está se livrando de um "problema". Contudo, a delegação consiste em passar para o outro a tarefa a ser feita, mas de modo algum a responsabilidade daquela ação será do outro, somente. Ao delegar você permanece com responsabilidade acerca daquela tarefa, tendo agora a facilitação de não mais exercer aquela tarefa, mas ainda responderá por ela. Isso ocorre principalmente quando os líderes delegam, afinal, o resultado final não será cobrado dos subordinados, mas primeiramente dos gerentes dos setores. O líder que delega e não mais monitora o trabalho, capacita o colaborador, motiva-o e se faz presente, corre o sério risco de ver aquela tarefa ser exercida de maneira incorreta, trazendo resultados não satisfatórios. Os gerentes serão cobrados por suas indicações e quem está acima deles irá questionar o porquê daquela delegação ter sido feita a determinado colaborador.
Diante disso, torna-se claro que a arte de delegar é um exercício contínuo de acompanhamento do trabalho. A delegação nos faz refletir acerca daquilo que é amplamente discutido atualmente dentro das organizações: a necessidade por lideranças participativas e muito menos de lideranças autocráticas. Aquele que recebe a delegação e sente-se constantemente apoiado, monitorado e retribuído em caso de eficiência do seu trabalho, tende a desempenhar bem sua nova função.
Que possamos refletir acerca de todas as situações em que delegamos e se estamos de fato DELEGANDO, com todas as atribuições que essa ação exige, ou se estamos simplesmente buscando o desafogo em nossos cargos.
Texto escrito por Rodrigo Gusmão de Lima, blogueiro do tendenciasdaadministracao.blogspot.com, EM 03/06/2016.
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